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Preocupação ambiental de estudantes de Primeiro de Maio gera projeto premiado em feira

Alunos do Colégio Estadual Marechal Castelo Branco representaram o Paraná na Expo Nacional MILSET, que aconteceu em Fortaleza (CE). Pelo trabalho "Reaproveitamento de óleo da fabricação de sabão de limão", a equipe foi premiada com o 3º lugar de Ciências Sociais Aplicadas.

Por Redação

01/06/2022 às 16:19:12 - Atualizado há
Preocupação com a comunidade gera projeto premiado para estudantes de Primeiro de Maio - Foto: Arquivo pessoal

Um olhar para fora dos muros do Colégio Estadual Marechal Castelo Branco, em Primeiro de Maio, no Norte do Estado, tem rendido bons frutos para estudantes da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) de Altas Habilidades/Superdotação. Estimulados a pensar em soluções nas aulas ofertadas no contraturno, os alunos desenvolvem pesquisas e projetos a partir de situações presentes no próprio município e na região onde vivem.

Na última semana, nove deles representaram o colégio e o Paraná na Expo Nacional MILSET (Movimento Internacional para o Recreio Científico e Técnico) Brasil, que aconteceu em Fortaleza (CE) e reuniu projetos de alunos do ensino fundamental, médio/técnico e ensino superior de todos os estados, além de projetos internacionais convidados pela MILSET Internacional.

Pelo trabalho "Reaproveitamento de óleo da fabricação de sabão de limão", a equipe formada por Bianca Antunes Schmidt (1° ano), Samara dos Santos Gozdzink (4° ano do Magistério) e Suyane Maciel de Souza Silva (1° ano) foi premiada com o 3º lugar de Ciências Sociais Aplicadas e também a medalha de prata como destaque da feira. O reconhecimento em Fortaleza também deu credenciais para as estudantes participarem da Expociências Nacional México e MILSET AMLAT 2022, na Argentina, ambas nos meses finais deste ano.


"A pesquisa existe há alguns anos. Utilizamos óleo de cozinha, limão, que é uma fruta abundante na região, e soda cáustica para dar consistência. Ou seja, o produto que poderia causar impactos ambientais no solo ou na água, se mal descartado, acaba virando um produto utilizado na limpeza da escola e distribuído aos pais dos colegas de turma", diz Samara.

Desde o oitavo ano no colégio e na SRM de Altas Habilidades, a estudante conta que já realizou outras pesquisas, como uma sobre a análise da água, em parceria com a UTFPR de Londrina. O município fica às margens do rio Paranapanema, na divisa com São Paulo, e tem uma parte de sua atividade econômica baseada no turismo e na pesca.

"Foram inúmeras experiências incríveis. Ganhamos prêmios, viajamos para feiras. O foco é a sociedade em que a gente vive, o que ocorre na cidade, a preocupação com o futuro. As aulas despertam ainda mais o nosso interesse para essas questões", relata.


Além dos trabalhos selecionados para a MILSET Brasil, o colégio já havia emplacado três dos 10 projetos da rede estadual de ensino na Febrace, em março. "Temos outros cinco projetos atualmente e todos os anos a gente participa de feiras, mesmo nos últimos anos, quando os eventos foram on-line", conta a professora Silvia Monteiro Bonancéa, orientadora dos projetos na SRM de Altas Habilidades do colégio. Ela atualmente coordena as salas da manhã e da tarde, com 27 estudantes ao todo, do oitavo ano até o fim do ensino médio.

Também viajaram para a feira em Fortaleza com auxílio de custeio da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte as estudantes Bianca Izabel Iglécias Bortolotto, Karoline Xiriqueira dos Santos e Marina de Aguiar Oliveira, pelo projeto "Sistema de proteção para a criação de galinhas", e os estudantes Eduardo de Souza Silva, Tiago Muglio Checo e Gustavo Henrique Furtado Laurindo, pelo projeto "Sensor de temperatura para colheitadeira de baixo custo utilizando arduíno".

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