Política Câmara federal

Comissão externa que acompanha investigação do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips fará visita à região do crime

Por Redação

22/06/2022 às 10:07:26 - Atualizado há

A comissão externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar a investigação do crime ocorrido no Vale do Javari vai fazer uma diligência no local onde o indigenista brasileiro Bruno Pereira e o jornalista e ativista de origem britânica Dom Phillips foram assassinados, na região de fronteira do estado do Amazonas. A decisão foi tomada na primeira reunião do colegiado, realizada nesta terça-feira (21), quando também foram aprovados o plano de trabalho e uma série de requerimentos de atividades a serem realizadas.

A visita dos deputados ao local deve ser feita nos próximos dias, juntamente com a comissão do Senado também criada para acompanhar as investigações do crime.

Entre os requerimentos aprovados está um apresentado pela deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que solicita aos órgãos de segurança que garantam a proteção dos líderes das entidades indígenas que atuam no Vale do Javari. Segundo a deputada, muitos desses líderes foram essenciais para elucidar o crime e, por isso, estão sendo ameaçados.

“O caso do Bruno e do Dom Philips deixa bastante apreensivas as lideranças que denunciaram e acompanharam a busca dos desaparecidos e que foram essenciais na orientação, no mapeamento e nas informações que os policiais utilizaram para fazer a identificação da localização e, até mesmo, dos culpados”, disse Joenia.

A comissão decidiu, ainda, realizar uma série de audiências públicas para ouvir indígenas, familiares, indigenistas e pesquisadores sobre as condições do Vale do Javari. Também devem ser convidados a prestar esclarecimentos dirigentes de entidades governamentais como o Ministério da Justiça, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), entre outros.

Desmonte
O deputado Nilto Tatto (PT-SP) acusou o governo Bolsonaro de incentivar o desmatamento, o garimpo e a pesca ilegais, com o desmonte dos órgãos de fiscalização e proteção à Amazônia e aos povos originários. “É bem provável que o assassinato de Bruno e de Dom também esteja nessa sequência de desmonte e, ao mesmo tempo, por parte do governo e de seus principais auxiliares, do incentivo à criminalidade, em especial na Amazônia”, criticou.

Um dia depois de localizar os corpos e anunciar a confissão dos assassinos de Dom Phillips e Bruno Pereira, a Polícia Federal emitiu nota por meio da qual anunciou que os assassinos agiram sozinhos, e que não deve haver um mandante ou uma organização envolvida no crime.

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Jornalista responsavél Mauricio Santos MTB 0012220/PR

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