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Covid-19: infectologistas defendem volta das máscaras e mais vacinação

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, nesta sexta-feira (11), o incremento da vacinação, a volta do uso de máscaras e

Por Redação

12/11/2022 às 11:59:56 - Atualizado h√°

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, nesta sexta-feira (11), o incremento da vacina√ß√£o, a volta do uso de m√°scaras e outras medidas para evitar que o cen√°rio atual de alta nos casos de covid-19 traga um poss√≠vel aumento de interna√ß√Ķes, superlota√ß√£o nos hospitais e mais mortes no futuro.

A entidade divulgou nota técnica de alerta, elaborada por seu Comit√™ Cient√≠fico de Covid-19 e Infec√ß√Ķes Respiratórias e assinada pelo presidente da SBI, Alberto Chebabo.

"Pelo menos em quatro estados da federação, já se verifica com preocupação uma tendência de curva em aceleração importante de casos novos de infecção pelo SARS-COV-2 quando comparado com o mês anterior", diz o texto, baseado nos dados divulgados ontem (10) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz.

A SBI alerta que o cen√°rio é decorrente da subvariante Ômicron BQ.1 e outras variantes e pede que o Ministério da Sa√ļde, a Comiss√£o Nacional de Incorpora√ß√£o de Tecnologias no Sistema √önico de Sa√ļde (Conitec) e a Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) tenham aten√ß√£o especial às medidas sugeridas.

O primeiro ponto levantado pela sociedade cient√≠fica é que é preciso incrementar as taxas de vacina√ß√£o contra a covid-19, principalmente nas diferentes doses de refor√ßo. A SBI avalia que as coberturas se encontram, todas, em n√≠veis ainda insatisfatórios nos p√ļblicos-alvo.

Os infectologistas recomendam também garantir a aquisi√ß√£o de doses suficientes de vacina para imunizar todas as crian√ßas de 6 meses a 5 anos de idade, independente da presen√ßa de comorbidades. Até o momento, a vacina√ß√£o da faixa de 6 meses a 3 anos ainda est√° restrita a crian√ßas com comorbidades, e o Ministério da Sa√ļde iniciou ontem (10) a distribui√ß√£o de 1 milh√£o de doses de vacinas destinadas a elas.

A SBI também pede a r√°pida aprova√ß√£o e acesso às vacinas covid-19 bivalentes de segunda gera√ß√£o, atualizadas com as novas variantes, que est√£o atualmente em an√°lise pela Anvisa. Procurada pela Ag√™ncia Brasil, a ag√™ncia respondeu que os processos est√£o em fase final de an√°lise, e é esperado que a delibera√ß√£o ocorra em breve, embora n√£o haja uma data fixada para isso.

"A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria continua trabalhando na an√°lise dos pedidos de uso emergencial das novas vers√Ķes de vacina contra a covid-19 do laboratório Pfizer contendo as subvariantes BA.1 e BA.4 /BA.5. Os processos passaram pelas etapas de an√°lise dos dados submetidos à ag√™ncia, questionamentos da ag√™ncia e esclarecimentos dos fabricantes, bem como discuss√£o com sociedades médicas brasileiras. A equipe técnica da ag√™ncia j√° recebeu os pareceres de especialistas das sociedades médicas sobre ambas as vacinas bivalentes da Pfizer", detalhou a Anvisa.

O quarto ponto levantado pelos infectologistas é a necessidade de disponibilizar nas redes p√ļblica e privada as medica√ß√Ķes j√° aprovadas pela Anvisa para o tratamento e preven√ß√£o da covid-19, como o paxlovid e o molnupiravir, medida que ainda n√£o se concretizou após mais de seis meses da licen√ßa para esses f√°rmacos no Brasil, ressalta a SBI. A Ag√™ncia Brasil perguntou ao Ministério da Sa√ļde se essas medica√ß√Ķes j√° est√£o dispon√≠veis, mas n√£o recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

O quinto ponto diz respeito às medidas de preven√ß√£o chamadas n√£o farmacológicas. A SBI defende a volta do uso de m√°scaras e do distanciamento social para evitar situa√ß√Ķes de aglomera√ß√£o, principalmente pela popula√ß√£o mais vulner√°vel, como idosos e imunossuprimidos.

A SBI pede que as medidas sugeridas sejam tomadas com brevidade, para otimizar as tecnologias de preven√ß√£o e tratamento j√° dispon√≠veis e reduzir a chance de um poss√≠vel impacto futuro de óbitos e superlota√ß√£o dos servi√ßos de sa√ļde p√ļblicos e privados por casos graves de covid-19.

Fonte: Agência Brasil
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