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Aeronave do Estado agiliza transplante em Maringá com captação rápida em Ponta Porã

√"rg√£os foram coletados no munic√≠pio de Ponta Por√£, no Mato Grosso do Sul, e levados at√© um hospital em Maring√°, no Noroeste. O trajeto de 250 quil√īmetros, que levaria em m√©dia 7h30 de carro, foi realizado em menos de 1h pela aeronave King C90.

Por Redação

06/01/2023 às 13:48:39 - Atualizado h√°
Aeronave do Estado agiliza transplante de rins em Maringá com captação rápida em Ponta Porã Foto: Casa Milita

Uma aeronave do Governo do Estado, administrada pela Casa Militar, realizou o primeiro transporte de órg√£os do ano nesta quinta-feira (5). A equipe médica da Central de Transplantes de Maring√° se deslocou até o munic√≠pio de Ponta Por√£, no Mato Grosso do Sul, para coletar rins e f√≠gados e lev√°-los até o um hospital no munic√≠pio do Noroeste paranaense. O trajeto de 250 quilômetros, que levaria em média 7h30 de carro, foi realizado em menos de 1h pela aeronave King C90.

O Paran√° é refer√™ncia nacional no transplante de órg√£os, o que se deve a uma série de fatores, entre eles, a estrutura dispon√≠vel para viabilizar o transporte dos órg√£os com muita rapidez. A agilidade é crucial para o sucesso do procedimento por conta do tempo de conserva√ß√£o dos órg√£os. Um cora√ß√£o, por exemplo, precisa ser transplantado em até quatro horas. Para um transplante de f√≠gado s√£o necess√°rias 12 horas.

Atualmente, o Sistema Estadual de Transplantes conta com nove ve√≠culos e um ve√≠culo em cada Organiza√ß√£o de Procura de Órg√£os (OPO): Cascavel, Curitiba, Londrina e Maring√°. Soma-se a isso uma equipe de motoristas em Curitiba e o apoio da rede de transporte das Regionais de Sa√ļde no Interior do Estado, além das aeronaves à disposi√ß√£o que garantem a agilidade necess√°ria no transporte.

A estrutura robusta se reflete nos n√ļmeros. Entre 2019 e 2022, foram realizadas 362 miss√Ķes, uma soma de mil horas de voo. Só em 2022, foram 79 miss√Ķes, totalizando 218 horas de voo.

REFER√äNCIA – O Estado é l√≠der nacional em doa√ß√£o por milh√£o de habitantes. De acordo com o √ļltimo relatório da Associa√ß√£o Brasileira de Transplante de Órg√£os (ABTO), entidade nacional que faz o levantamento desses n√ļmeros, de janeiro a junho deste ano o Paran√° registrou 39,7 doa√ß√Ķes de órg√£os por milh√£o de popula√ß√£o, um aumento de 10% em rela√ß√£o ao √≠ndice registrado no final de 2021 (35,8). O Paran√° é seguido pelos estados de Santa Catarina (37,9 pmp) e Cear√° (24,9 pmp). A média nacional é de 15,4 pmp.

O Paran√° também é l√≠der no transplante de rim por milh√£o de popula√ß√£o, com indicador de 36,6 pmp, e fica com a vice-lideran√ßa no transplante de f√≠gado (26 pmp). Nesses dois casos as médias nacionais s√£o de 22,3 pmp e 9,4 pmp, respectivamente. O Estado ainda apareceu entre as seis unidades da Federa√ß√£o que mais fizeram transplantes de p√Ęncreas (0,7 pmp), pulm√£o (0,2 pmp), medula óssea (29,1 pmp) e córnea (70,2 pmp).

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