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Paraná já capacitou 835 profissionais para aplicação da vacina bivalente contra a Covid-19

A vacina bivalente da Pfizer possui uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde novembro e é considerada como uma proteção adicional no combate à Covid-19, principalmente da cepa "micron e suas subvariantes.

Por Redação

06/01/2023 às 16:33:11 - Atualizado há
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta sexta-feira (6) registrou a participação de 835 profissionais de saúde dos 399 municípios paranaenses na capacitação para aplicação da vacina bivalente contra a Covid-19.

O treinamento foi promovido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em parceria com a farmacêutica Pfizer e realizado virtualmente na semana passada. Para abranger mais profissionais, a Sesa disponibilizou a capacitação para as 22 Regionais de Saúde, que posteriormente encaminharam para seus municípios de abrangência.

"Nosso objetivo é capacitar o maior número de profissionais para que, tão logo chegue essa vacina ao Paraná, as equipes municipais já possam iniciar a imunização. Essas orientações são fundamentais para garantir um melhor aproveitamento das doses e a aplicação correta dos imunizantes", disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A vacina bivalente da Pfizer possui uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde novembro e é considerada como uma proteção adicional no combate à Covid-19, principalmente da cepa Ômicron e suas subvariantes.

As principais características da nova vacina são: o imunizante já vem diluído, a tampa do frasco – com seis doses – é cinza; cada dose deve conter 0,3 ml e só pode ser utilizado como dose de reforço.

VACINAS BIVALENTES – As vacinas bivalentes protegem contra mais de uma versão de um vírus, de uma só vez. Neste caso da Pfizer, ela contém as cepas BA.1 e BA.4/BS.5, que são sublinhagens da variante Ômicron, predominante no mundo.

Segundo o Ministério da Saúde, a aplicação será realizada neste primeiro momento em grupos prioritários acima de 12 anos, que já completaram o esquema vacinal primário (primeira e segunda dose), desde que estejam aptas para receberem o imunizante dentro do período estipulado pelos fabricantes.

Os grupos prioritários incluem idosos acima de 60 anos; gestantes e puérperas; indígenas; ribeirinhos; pessoas residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs); quilombolas; trabalhadores de saúde; pessoas com imunodeficiência, comorbidades ou deficiência permanente acima de 12 anos.

"É importante ressaltar que a população que não se encaixa nessas categorias elencadas pelo PNI continuarão aptas para receberem as demais vacinas disponíveis, e, caso a disponibilidade do imunizante bivalente aumente e tenhamos um número considerável de vacinas, iremos expandir essa imunização para outros grupos", afirmou Beto Preto.

NÚMEROS – De acordo com o último relatório de sequenciamento genômico de circulação do vírus Sars-CoV-2 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, enviado no início de dezembro, o Paraná já registrou 3,7 mil amostras sequenciadas, sendo 2,2 mil casos (59%) confirmados da variante Ômicron (66% só da sublinhagem BA.1), 642 da variante Delta, 620 da Gama, 11 da Alpha e 241 de variantes de interesse.

Atualmente, a análise epidemiológica da Sesa indica que todas as amostras enviadas para sequenciamento apresentam positividade para a variante Ômicron. "Essa predominância da Ômicron e suas sublinhagens reforça ainda mais a necessidade de vacinas atualizadas e a importância da adesão da população", ressaltou o secretário.

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