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Veja páginas removidas pelo Facebook por promoverem desinformação e que foram apontadas em investigação

Laboratório de pesquisa diz que elas foram criadas por funcion√°rios de gabinetes da Presidência, dos filhos de Bolsonaro e de outros políticos do PSL. [...]

Por Redação em 10/07/2020 às 17:17:27

Laboratório de pesquisa diz que elas foram criadas por funcion√°rios de gabinetes da Presid√™ncia, dos filhos de Bolsonaro e de outros pol√≠ticos do PSL. Segundo a rede social, respons√°veis tentavam esconder identidade. O Facebook removeu na √ļltima quarta-feira (8) uma rede de contas e perfis falsos que, segundo a empresa, estava organizada para gerar desinforma√ß√£o e enganar usu√°rios na plataforma e que eram ligadas a funcion√°rios de gabinetes do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos dele, Flavio e Eduardo Bolsonaro, e de pol√≠ticos do Partido Social Liberal (PSL), pelo qual o presidente foi eleito.

Foram derrubados 87 perfis e p√°ginas do Facebook e/ou do Instagram, além de um grupo do Facebook. A rede social, no entanto, n√£o divulgou os nomes das p√°ginas e contas removidas. Mas elas foram apontadas em uma investiga√ß√£o feita pelo Laboratório de Pesquisa Forense Digital (DFRLab, na sigla em ingl√™s).

É um instituto associado à organiza√ß√£o Atlantic Council, dos Estados Unidos, que, em 2018, iniciou uma parceria com o Facebook para avaliar grupos respons√°veis por disseminar desinforma√ß√£o em elei√ß√Ķes democr√°ticas.

Eles tiveram acesso a um total de 80 p√°ginas e perfis antes que fossem removidas pelo Facebook. Os pesquisadores trabalham em parceria com a rede social, e elencaram no relatório outras p√°ginas, que j√° foram removidas, além de perfis que continuam no ar. A rede apresentada pelo laboratório tem 91 pontos. Pelo conte√ļdo divulgado, foram 42 p√°ginas e contas removidas, sem contar os perfis (veja abaixo).

"Entre esses ativos estavam duplicatas e contas falsas que promoviam Bolsonaro e seus aliados em diversos grupos do Facebook, bem como p√°ginas com centenas de milhares de seguidores, que publicavam memes pró-Bolsonaro e outros conte√ļdos depreciando seus cr√≠ticos", afirmou o DFRLab em nota.

Veja a lista das p√°ginas removidas que constam do relatório do DFRLab e o que a investiga√ß√£o apontou sobre elas:

20 Oprimir - p√°gina foi relacionada com outra também removida, chamada Nordestinos com Bolsonaro

AlanaOpressora - p√°gina de apoio à deputada estadual Alana Passos (PSL-RJ)

alanaopressora (Instagram) - conta de suporte à deputada Alana Passos

Anticomunismo Brasil (Facebook) - mesmo logo que a conta no Instagram

anticomunismo_brasil (Instagram) - bio direciona para p√°gina no Facebook

Arquivodoolavo - bio direciona para a p√°gina TV Anticomunismo Brasil

Artilhariadobem - fazia men√ß√Ķes aos deputados Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos

Avozdopovonews - fazia coment√°rios na p√°gina Artilharia do Bem, também exclu√≠da

Bolsogordos - conta do Instagram que seguia Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

Bolsonaro 2026 - Algoritmo do Facebook sugeriu "Vanessa Navarro", assessora do deputado Anderson Moraes, como p√°gina relacionada

Bolsonaro News - página no Facebook da conta do Instagram criada por Tercio Arnaud, assessor da Presidência

Bolsonarobravo - conta do Instagram que seguia as contas BolsonaroNews e Vanessa Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, como p√°gina relacionada

Bolsonaronewsss - página do Instagram registrada por Tercio Arnaud, assessor da Presidência

Bolsonaroni - conta que promovia o deputado estadual Anderson Moraes e a p√°gina Ideologia Brasil

bolsonaropr2022 (Instagram) - p√°ginas no Facebook linkavam para esta conta no Instagram

bolsonaroprnoplanalto - DFRLab n√£o deu mais informa√ß√Ķes

Bolsonarorepost - link na bio da p√°gina AliancapeloBrasilZN ia para esta conta

Bolsoneas (Facebook) - p√°gina de Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada Alana Passos

Bolsoneas (Instagram) - p√°gina de Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada Alana Passos

Casalbolsonaro - links na bio direcionavam para a p√°gina Bolsonéas no Facebook

Comomeudinheironao - conta do Instagram que seguia Vanessa Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, como p√°gina relacionada

C√ļpula Conservadora - p√°gina relacionada a evento que aconteceu em dezembro de 2018, em que Eduardo Bolsonaro foi um dos organizadores

Cupulaconservadora - conta no Instagram relacionada a evento que aconteceu em dezembro de 2018, em que Eduardo Bolsonaro foi um dos organizadores

Didireita2018 - seguia a conta Bolsonaronewsss

direitazonanorterj - era linkada pelas páginas AliançapeloBrasilZN e Arquivo do Olavo

Extrema vergonha na cara - página era curtida por Tercio Arnaud, assessor da Presidência

Fechadocombolsonar - sem informa√ß√Ķes dadas pelo DFRLab

Gato Fingido - seguia Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro

Ideologiabrasil - conta de movimento que Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada Alana Passos, e o deputado Anderson Moraes afirmam fazer parte

Jogo Político - página criada por Leonardo Rodrigues de Barros Neto

jogopoliticobr - p√°gina criada por Leonardo Rodrigues de Barros Neto

Nordestinos com Bolsonaro 2018 - Algoritmo do Facebook sugeriu "20 Oprimir" como p√°gina relacionada

Notícias de São Bernardo do Campo - Grupo foi excluído

Passarinhovoou - DFRLab n√£o deu informa√ß√Ķes

porqueobolsonaro - Conta do Instagram que segue Bolsonaronewsss e Bolsonéas

The Brazilian Post - P√°gina de site criada por Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro, e Andre Benetti

The Brazilian Post ABC - P√°gina de site criada por Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro, e Andre Benetti

thebrazilianpost - Conta do Instagram de site criado por Paulo Chuchu e Andre Benetti

Trumptrust9876 - DFRLab n√£o deu informa√ß√Ķes

tudoehbolsonaro - conta do Instagram que seguia Bolsonaronewsss

tvanticomunismobrasil - conta do Instagram que tinha tags para Vanessa Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, e a p√°gina Bolsonéas

Vim do Futuro pra Dizer que o Bolsonaro Virou Presidente - P√°gina estava offline segundo o DFRLab

Perfis apagados

Além das 42 p√°ginas e do grupo citados acima, o DFRLab também identificou perfis falsos e contas homônimas que eram ligados a essa rede. O Facebook j√° havia afirmado que os respons√°veis pelas p√°ginas derrubadas tentaram esconder suas identidades.

A conex√£o entre os perfis foi feita pelo laboratório observando os propriet√°rios dos perfis, seus seguidores e padr√£o de curtidas entre essas p√°ginas. Entre as contas e p√°ginas divulgadas pelo DRFLab, h√° ainda men√ß√£o a outros nomes e perfis, que n√£o foram removidos pelo Facebook, e também a p√°ginas antigas, j√° removidas.

Rede que o DFRLab criou ao analisar as contas e p√°ginas que foram removidas pelo Facebook.

Reprodução/DFRLab

De acordo com a investiga√ß√£o do DFRLab, algumas dessas contas eram criadas e mantidas por assessores de gabinetes da fam√≠lia Bolsonaro e dos deputados estaduais Alana Passos (PSL-RJ) e Anderson Moraes (PSL-RJ). Esses nomes foram citados pelo Facebook no an√ļncio de exclus√£o das p√°ginas.

O DFRLab identificou diversos perfis com nomes parecidos com os de assessores desses pol√≠ticos, com abrevia√ß√Ķes ou mudan√ßas de sobrenome. Foi o caso de Vanessa Navarro, funcion√°ria do gabinete de Anderson Moraes, e de Leonardo Barros Neto, ex-assessor de Alana Passos.

De acordo com o DFRLab, os dois tinham "uma estratégia similar de contas falsas, e aparentam estar conectados a 13 contas que usavam variantes de seus nomes. Essas contas eram usadas para postar conte√ļdo pró-Bolsonaro em diferentes grupos de p√°ginas".

Tercio Arnaud Tomaz, outro nome citado como administrador de contas falsas, é assessor da Presid√™ncia da Rep√ļblica e faria parte do chamado "gabinete do ódio".

Ele também administrou as redes sociais de Jair Bolsonaro na elei√ß√£o de 2018. Antes, trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no cargo de auxiliar de gabinete. Sua p√°gina no Facebook foi exclu√≠da.

O DFRLab aponta que Tomaz era o respons√°vel por "Bolsonaro Opressor 2.0", uma p√°gina j√° removida que publicava conte√ļdos a favor do presidente, fazia ataques a advers√°rios pol√≠ticos, como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e até ex-ministros do governo, como Luiz Henrique Mandetta (Sa√ļde) e Sergio Moro (Justi√ßa), além de divulgar not√≠cias falsas. A p√°gina tinha mais de 1 milh√£o de seguidores no Facebook.

Ainda, Tomaz era respons√°vel pela p√°gina "@bolsonaronewsss" no Instagram, também derrubada pelo Facebook. Embora o dono da p√°gina fosse anônimo, a informa√ß√£o de registro em seu código-fonte mostra que ela pertence a ele, segundo a investiga√ß√£o. Ela tinha 492 mil seguidores e um total de 11 mil publica√ß√Ķes.

Assessor de Bolsonaro é respons√°vel por p√°gina derrubada pelo Facebook, diz investiga√ß√£o

Outro nome que apareceu na apura√ß√£o do DFRLab foi o de Eduardo Guimar√£es, assessor de Eduardo Bolsonaro. Ele j√° foi apontado pela CPMI das fake news como criador e administrador de p√°ginas que faziam ataques contra advers√°rios do presidente. Perfis pessoais dele foram apagados na √ļltima quarta.

Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, é o outro assessor de Eduardo Bolsonaro apontado na investiga√ß√£o como um dos principais operadores dessa rede que Facebook derrubou.

"Ele registrou, por exemplo, um site que era um site teoricamente de not√≠cias independentes, mas que na verdade era pró-Bolsonaro. Ele é um dos coordenadores da Alian√ßa, o partido que o Bolsonaro est√° tentando formar", afirmou Luiza Bandeira, chefe para a América Latina do DFRLab, ao Jornal Nacional na √ļltima quarta.

"Ele é um dos coordenadores da Alian√ßa em S√£o Bernardo do Campo. Ent√£o, eles tinham um grupo no Facebook também, que faziam se passar por not√≠cias independentes, por jornalismo independente, quando, na verdade, é um esfor√ßo de propaganda ligado, nesse caso, a um assessor do Eduardo Bolsonaro."

Ainda segundo o relatório do DFRLab, Jonathan William Benetti, assessor do deputado Coronel Nishikawa (PSL-SP) também fazia parte da rede.

Aviso de p√°gina removida no Facebook que aparece em p√°ginas listadas pelo DRFLab.

Reprodução

Como agiam

A rede social j√° tinha informado que decidiu derrubar as contas, n√£o com base no conte√ļdo que as elas compartilhavam, mas pelo comportamento e atividade conjunta que, segundo a investiga√ß√£o, visava enganar outros usu√°rios sobre quem s√£o e o que est√£o fazendo.

Mensagens dessa rede de apoio com perfis falsos ligada ao presidente Jair Bolsonaro come√ßaram a ser divulgadas antes da elei√ß√£o presidencial de 2018. Contudo, se intensificaram muito no fim de 2019, quando foram feitos sistem√°ticos ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente da C√Ęmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outras autoridades classificadas como advers√°rios pol√≠ticos do presidente. Essa rede se manteve ativa mesmo depois da instala√ß√£o da CPI das fake news e da abertura dos inquéritos pelo STF.

Facebook remove rede de contas ligadas a gabinetes da família Bolsonaro e ao PSL

"É uma rede antiga, tem p√°ginas que s√£o bem antigas, bem antes da elei√ß√£o, mas a atividade principal que a gente v√™ delas foi no final de 2019, in√≠cio de 2020. Ent√£o, tem muitas coisas relacionadas à Covid-19. Tem muitas coisas como eu falei sobre o Congresso, sobre o STF, o que est√° acontecendo no Brasil agora, ent√£o essa rede estava atuando com muita for√ßa agora até ela ser retirada do ar pelo Facebook", destacou Luiza.

"A gente v√™, todo brasileiro sabe disso, a gente v√™ no WhatsApp, tem muitos ataques às pessoas, a gente v√™ no Twitter, ent√£o n√£o é só isso, a informa√ß√£o est√° sempre conectada. Ent√£o, o que se estava tentando fazer ali era criar uma narrativa e uma ideia de que aquelas pessoas eram pessoas que deveriam ser desqualificadas por v√°rios motivos distintos."

O que é o DFRLab?

O Laboratório de Pesquisa For√™nsica Digital é um grupo de pesquisa independente que anunciou uma parceria com o Facebook em 2018 para investigar o papel das m√≠dias sociais em elei√ß√Ķes e tentativas de dissemina√ß√£o de desinforma√ß√£o pol√≠tica.

O grupo é parte menor de uma entidade chamada Atlantic Council, um instituto pol√≠tico norte-americano bipartid√°rio baseado na capital dos EUA, Washington. Esse instituto faz pesquisa em pol√≠tica internacional e assuntos econômicos, com foco na regi√£o do Atl√Ęntico.

Desde o an√ļncio da parceria, o DFRLab trabalha com informa√ß√Ķes do Facebook sobre remo√ß√£o de grupos coordenados, respons√°veis por promover o que a rede social chama de "conte√ļdo inaut√™ntico" — quando um grupo de p√°ginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usu√°rios sobre quem s√£o e o que est√£o fazendo.

O DFRLab afirma estar à frente de pesquisa em código aberto, com foco em governan√ßa, tecnologia, seguran√ßa e a interse√ß√£o dessas √°reas. "O DFRLab se mantém comprometido com identificar, expor e explicar a desinforma√ß√£o, onde e quando ela existir", afirmou o Atlantic Council em comunicado que anunciou a parceria.

Outro lado

O G1 procurou as assessorias dos parlamentares citados pelo Facebook e os assessores Eduardo Guimar√£es, Jonathan William Benetti, Leonardo Barros Neto, Paulo Eduardo Lopes, Tercio Arnaud Tomaz, Vanessa Navarro, além da Secretaria Especial de Comunica√ß√£o Social (Secom), órg√£o da Presid√™ncia da Rep√ļblica. N√£o foi encontrado o contato de Andre Benetti.

Veja abaixo as respostas recebidas até a √ļltima atualiza√ß√£o desta reportagem.

Nota do PSL

"A respeito da informa√ß√£o que trata da suspens√£o de contas do Facebook de alguns pol√≠ticos no Brasil, n√£o é verdadeira a informa√ß√£o de que sejam contas relacionadas a assessores do PSL, e sim de assessores parlamentares dos respectivos gabinetes, sob responsabilidade direta de cada parlamentar, n√£o havendo qualquer rela√ß√£o com o partido.

Ainda, o partido esclarece que os pol√≠ticos citados, na pr√°tica, j√° se afastaram do PSL h√° alguns meses com a inten√ß√£o de criar um outro partido, inclusive, tendo muitos deles sido suspensos por infidelidade partid√°ria. Ainda, tem sido o próprio PSL um dos principais alvos de fake news proferidos por este grupo."

Nota da assessoria do senador Fl√°vio Bolsonaro (Republicanos -RJ)

"O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes sociais e, por isso, é poss√≠vel encontrar milhares de perfis de apoio. Até onde se sabe, todos eles s√£o livres e independentes.

Pelo relatório do Facebook, é imposs√≠vel avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou n√£o os limites da censura.

Julgamentos que n√£o permitem o contraditório e a ampla defesa n√£o condizem com a nossa democracia, s√£o armas que podem destruir reputa√ß√Ķes e vidas."

Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP)

Em uma rede social, o deputado Eduardo Bolsobaro escreveu que, mesmo sem defini√ß√£o do que seja crime de ódio, a rede de Mark Zuckerberg excluiu diversos perfis conservadores no Facebook e no Instagram.

Nota da assessoria da deputada estadual Alana Passos (PSL-RJ)

"Em nenhum momento fui notificada pelo Facebook sobre qualquer irregularidade ou viola√ß√£o de regras das minhas contas, que s√£o verificadas e uso para divulgar minha atua√ß√£o como parlamentar e posi√ß√Ķes pol√≠ticas. Quanto a perfis de pessoas que trabalharam no meu gabinete, n√£o posso responder pelo conte√ļdo publicado. Nenhum funcion√°rio teve a rede bloqueada por qualquer suposta irregularidade. Estou à disposi√ß√£o para prestar qualquer esclarecimento, pois nunca orientei sobre cria√ß√£o de perfil falso e nunca incentivei a dissemina√ß√£o de discursos de ódio".

Nota da assessoria do deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ)

"Tenho um perfil verificado, que n√£o sofreu bloqueio ou qualquer aviso de ter violado qualquer regra da rede. Mas exclu√≠ram a conta de uma pessoa que trabalha no gabinete, uma pessoa com perfil real, n√£o é falsa. A remo√ß√£o da conta foi absurda e arbitr√°ria, porque postava de acordo com ideologia e aquilo que acreditava.

O Facebook em nenhum momento apontou o que estava em desacordo com as regras. Qual motivo exclu√≠ram? Falam em dissemina√ß√£o de ódio, mas ser√° que também v√£o deletar perfis de quem desejou a morte do presidente?

O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio nas redes sociais, perfis livres. Querem tolher a principal ferramenta da direita de fazer política. Estão atentando contra a liberdade de expressão e isso contraria princípios democráticos."

Nota da assessoria do deputado Coronel Nishikawa (PSL-SP), que também cita Jonathan Benetti

"Segundo noticiado pela imprensa o funcion√°rio do gabinete Jonathan William Benetti teria contas canceladas ou suspensas pelo Facebook por postagens nas redes sociais com viola√ß√Ķes e discursos de ódio.

Cumpre esclarecer que Jonathan William Benetti é funcion√°rio do meu gabinete desde 18/03/2019 e que quando perguntado do ocorrido informou que sua conta pessoal na rede social foi bloqueada sem saber o motivo.

Pauto meu mandato com lisura e honestidade, jamais compactuaria com tais pr√°ticas de dissemina√ß√£o de ódio ou Fake News, por isso, apesar de n√£o ter controle sobre as redes sociais particulares dos funcion√°rios, decidi retirar deste funcion√°rio a administra√ß√£o de minhas redes sociais institucionais até que os fatos sejam apurados.

Fico à disposi√ß√£o para qualquer esclarecimento adicional e continuo servindo a popula√ß√£o do meu Estado de S√£o Paulo referente ao mandato de Deputado Estadual que me foi confiado."

Vanessa Navarro, funcion√°ria do gabinete do deputado Anderson Moraes (PSL-RJ)

Vanessa disse ao G1 que "tinha uma conta pessoal no Facebook, uma no Instagram e outra no Twitter, e ambas foram banidas". Segundo ela, n√£o houve uma explica√ß√£o do Facebook. "Informaram que, por seguran√ßa, n√£o poderiam fornecer maiores informa√ß√Ķes e n√£o me deram op√ß√£o de recorrer."

"Infelizmente de forma injusta, deletaram toda uma luta, e a minha história. Tinham fotos minhas, da minha fam√≠lia, meu pedido de noivado, tudo isso apagado", afirmou. "Injustamente, nunca publiquei mentiras, minhas postagens eram sobre not√≠cias do governo e minhas opini√Ķes pessoais, ultimamente eu postava muitas frases para motivar que as pessoas n√£o desistissem de lutar pelo Pa√≠s e que confiassem no Presidente, nada além disso."







Fonte: G1

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