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Ex-deputado José Mentor (PT) morre aos 71 anos após ser vítima de coronavírus em SP, diz partido

Ele estava internado na UTI do Hospital 9 de Julho. Advogado, Mentor foi deputado federal por quatro legislaturas O deputado José Mentor (PT-SP) durante audiência na

Por Redação em 25/07/2020 às 13:53:34
Ele estava internado na UTI do Hospital 9 de Julho. Advogado, Mentor foi deputado federal por quatro legislaturas O deputado José Mentor (PT-SP) durante audiência na Câmara

Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal José Mentor (PT), de 71 anos, morreu na madrugada deste sábado (25) em São Paulo, vítima de Covid-19, segundo o partido. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital 9 de Julho há mais de 10 dias. Há dois meses ele tinha sofrido um infarte e estava se recuperando quando contraiu a doença.

Ele era advogado e foi deputado federal por quatro legislaturas, entre 2003 e 2019. Mentor também foi vereador da Câmara Municipal de São Paulo de 1993 a 2003. Os familiares ainda não definiram o local do enterro.

Em maio de 2017, o ex- procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra o deputado em inquérito aberto na Operação Lava Jato. A investigação, aberta em março de 2015, apontou indícios de que o parlamentar petista atuou em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo o inquérito, José Mentor recebeu R$ 380 mil do doleiro Alberto Youssef em fevereiro de 2014. O repasse teria sido feito a pedido do então deputado André Vargas (sem partido-PR).

De acordo com a denúncia, o valor foi pago para que José Mentor ajudasse a viabilizar a contratação de uma empresa pela Caixa Econômica Federal. O contrato, de R$ 71 milhões, era para o fornecimento e manutenção de um software.

Em delação premiada, Alberto Youssef relatou ter entregue o dinheiro pessoalmente a Mentor, em um escritório em São Paulo.

Em outubro de 2018, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a denúncia da Procuradoria Geral da República. Celso de Mello entendeu que não foram apresentados elementos mínimos contra o parlamentar. Com isso, o ministro concedeu o chamado "habeas corpus de ofício" para arquivar o caso.

Fonte: G1

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