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Ocupação de UTIs tem risco baixo em 17 estados e crítico no Rio e GO

Aumentou de 15 para 17 o número de estados em que a taxa de ocupa√ß√£o de unidades de terapia intensiva para covid-19 é considerada de alerta baixo (menor que 60%)

Por Redação em 26/09/2020 às 08:58:10

Aumentou de 15 para 17 o número de estados em que a taxa de ocupa√ß√£o de unidades de terapia intensiva para covid-19 é considerada de alerta baixo (menor que 60%) no boletim Observatório Fiocruz Covid-19, divulgado hoje (25). Por outro lado, a disponibilidade de vagas é considerada crítica (maior que 80%) na capital Rio de Janeiro e no estado de Goi√°s.

Segundo levantamento, que se baseia em dados obtidos em 21 de setembro, o município do Rio de Janeiro atingiu uma taxa de ocupa√ß√£o de 86% nos leitos de UTI para covid-19, a maior do país na data analisada. J√° em Goi√°s, o percentual chegou a 84,7%.

De acordo com a Fiocruz, a pesquisa utiliza dados do município do Rio de Janeiro porque o estado do Rio de Janeiro é a única unidade da federa√ß√£o a n√£o disponibilizar a taxa de ocupa√ß√£o de leitos em seu painel público de dados.

A cidade do Rio e o estado de Goi√°s j√° apresentavam situa√ß√£o considerada crítica no boletim anterior, mas os percentuais se agravaram no estudo divulgado hoje. Em Goi√°s, o percentual era de 81,9% anteriormente e subiu 2,8 pontos percentuais. J√° no Rio de Janeiro, havia ocupa√ß√£o de 82%, que aumentou 4 pontos percentuais.

A pesquisadora Margareth Portela, integrante do observatório da Fiocruz e especializada em estudos sobre a utiliza√ß√£o, qualidade e custos de servi√ßos de saúde, recomenda que as localidades em situa√ß√£o crítica n√£o devem adotar mais medidas de flexibiliza√ß√£o. "H√° um risco, porque mudan√ßas podem se dar de uma forma muito r√°pida", alerta ela, que avalia que a situa√ß√£o geral do país, com 17 estados na classifica√ß√£o verde, é a melhor j√° observada, mas a do Rio de Janeiro é de "muita preocupa√ß√£o".

O boletim de hoje traz pela primeira vez todos os estados da Região Norte na classificação de risco baixo, com menos de 60% de ocupação dos leitos de UTI. No Nordeste, apenas Pernambuco (66%) e Ceará (62,1%) estão na classificação amarela (de 60% a 80%), e os demais estados, na verde.

Também receberam alerta intermedi√°rio Mato Grosso (60,5%), Distrito Federal (75,8%), Minas Gerais (63,9%), Espírito Santo (66,3%), Paran√° (71,3%) e Rio Grande do Sul (71,7%). S√£o Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul foram classificados como alerta baixo.

Apesar de o risco ser considerado baixo em 17 estados, a pesquisadora pondera: "N√£o estamos em uma zona de conforto. Entramos em uma fase de convivência com a covid-19, em que algumas flexibiliza√ß√Ķes excessivas podem levar a aumentos substantivos".

Independente do nível de risco para a taxa de ocupa√ß√£o de UTI, Margareth Portela recomenda que os cuidados com o distanciamento físico e o uso de m√°scara n√£o sejam negligenciados. "Houve em muitos lugares um pico, a gente caiu um pouco, mas n√£o d√° para dizer que estamos em uma zona tranquila. A gente est√° em uma estabilidade alta, e com indícios, em alguns lugares, de novo aumento", refor√ßa ela. "A gente n√£o pode flexibilizar demais. N√£o podemos ter as praias cheias, os bares cheios. N√£o estamos em condi√ß√Ķes de fazer isso, independentemente de estar verde, amarelo ou vermelho".

Síndrome respiratória

O boletim traz ainda uma an√°lise referente às semanas epidemiológicas 37 (de 6 a 12 de setembro) e 38 (de 13 a 19 de setembro) e mostra que a incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por 100 mil habitantes é considerada muito alta em todas as unidades da federa√ß√£o. A maior incidência é no Mato Grosso, com 12,1 casos por 100 mil habitantes.

A pesquisa informa que as maiores taxas de incidência e mortalidade de covid-19 foram observadas nos estados de Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Goi√°s e no Distrito Federal, "o que evidencia a intensa transmiss√£o do vírus na regi√£o Centro-Oeste e alguns estados limítrofes no período mais recente", diz o boletim.

Em rela√ß√£o à incidência, medida pela média de novos casos confirmados, houve redu√ß√£o significativa no Amap√° e em Santa Catarina. J√° quanto à mortalidade, o estudo identificou uma tendência significativa de diminui√ß√£o no Amazonas e Roraima.

Fonte: Agência Brasil

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