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Brasil est√° bem posicionado para acesso a vacinas de covid-19

Caso os testes clínicos em curso comprovem a efic√°cia das vacinas contra a covid-19, o Brasil est√° bem posicionado para obter doses j√° no ano que vem, avaliaa [...]

Por Redação em 16/10/2020 às 13:41:31

Caso os testes clínicos em curso comprovem a efic√°cia das vacinas contra a covid-19, o Brasil est√° bem posicionado para obter doses j√° no ano que vem, avaliaa professora da Universidade Federal de Goi√°s (UFG) Cristiana Toscano, que integra o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imuniza√ß√£o (SAGE) da Organiza√ß√£o Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisadora explicou que acordos j√° assinados pelo governo federal e pelo estado de S√£o Paulo d√£o alternativas ao país, mas alerta que é preciso se apressar no planejamento para preparar os mais de 30 mil postos de vacina√ß√£o do Sistema Único de Saúde (SUS).

"No Brasil, a gente tem uma situa√ß√£o que considero bastante privilegiada, porque a gente tem os mecanismos bilaterais e o envolvimento do Brasil no Covax, que é um mecanismo multilateral", disse a epidemiologista, que participou da Jornada Nacional de Imuniza√ß√Ķes, promovida pela Sociedade Brasileira de Imuniza√ß√Ķes. "A gente est√° bem posicionado do ponto de vista de acesso e de possibilidade e expectativa real de termos algumas vacinas j√° em 2021."

Consórcio

No mês passado, o Brasil confirmou sua participa√ß√£o no consórcio Covax, organizado pela OMS para garantir acesso à imuniza√ß√£o em todo o mundo. O fundo espera captar US$ 18 bilh√Ķes com o investimento de 80 países considerados autofinanci√°veis, como o Brasil, para fornecer as vacinas para estes e mais 92 países que n√£o teriam condi√ß√Ķes de fabricar ou comprar as doses.

Com a ades√£o, o país vai investir cerca de R$ 2,5 bilh√Ķes e espera adquirir um portfólio que, até ent√£o, tem nove vacinas em desenvolvimento, para garantir a prote√ß√£o de 10% da popula√ß√£o até o final de 2021.

Acordos bilaterais

Em acordos bilaterais, o país contratou a transferência de tecnologia de uma vacina brit√Ęnica e uma chinesa. O governo federal assinou acordo com os desenvolvedores da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para que a Funda√ß√£o Oswaldo Cruz nacionalize a produ√ß√£o da vacina, que est√° na última fase de testes clínicos em diversos países, incluindo o Brasil. A vacina de Oxford também é uma das nove vacinas que integram o portfólio do Covax.

Além disso, o governo do estado de S√£o Paulo e o Instituto Butantan firmaram acordo para testagem e transferência de tecnologia para a produ√ß√£o nacional da vacina em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac.

Planejamento

Cristiana Toscano ressaltou que, devido à pandemia, os investimentos na produ√ß√£o precisaram ser antecipados, o que implica no risco de as vacinas n√£o terem sua efic√°cia comprovada. Assim como os testes e os processos regulatórios, a pesquisadora destaca que o planejamento para fazer com que as vacinas cheguem aos postos também precisa ser agilizado desde o nível local até o nacional, porque h√° um horizonte de início da imuniza√ß√£o nos primeiros meses do ano que vem.

"N√£o precisa esperar. N√£o tem um momento para falar 'agora vamos come√ßar'. O agora é j√°. A gente est√° trabalhando com uma previs√£o otimista e esperan√ßosa. Se, de fato, nessa avalia√ß√£o preliminarde dezembro, essas vacinas demonstrarem efic√°cia e seguran√ßa, a previs√£o é que entre fevereiro e mar√ßo, no mais tardar, seja de fato possível iniciar a vacina√ß√£o. Estamos falando de um tempo bastante curto para preparar tudo para uma vacina√ß√£o de tamanha escala e tremenda import√Ęncia".

Em setembro, o governo federal instituiu um grupo de trabalho interministerial para coordenar a aquisi√ß√£o e a distribui√ß√£o de vacinas “com qualidade, efic√°cia e seguran√ßa comprovadas” contra o novo coronavírus.

O planejamento, no entanto, j√° havia come√ßado, como apresentou o secret√°rio de Vigil√Ęncia em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia, na Comiss√£o Externa da C√Ęmara dos Deputados destinada a acompanhar o enfrentamento à pandemia.

A pesquisadora reconhece que ainda h√° muitas lacunas que impactam no planejamento, como a confirma√ß√£o do número de doses por pessoa, a efic√°cia em cada grupo populacional e o tempo de dura√ß√£o da imunidade. Para municiar governantes, a OMS elaborou modelagens para simular cen√°rios que ajudem na tomada de decis√£o, o que inclui quais grupos priorizar para reduzir a mortalidade, a ocorrência de casos graves ou a preserva√ß√£o do sistema de saúde, por exemplo.

"A boa notícia é que, em rela√ß√£o a esse quesito [mutabilidade do vírus], para a vacina contra a covid, parece n√£o ser necess√°ria uma nova vacina√ß√£o por muta√ß√£o de vírus circulante", avalia a pesquisadora, que aponta outro desafio: "Ser√° uma vacina√ß√£o diferente das campanhas habituais. N√£o deve ser direcionada a crian√ßas e sim a grupos diferentes dos que estamos acostumados".

Fonte: Agência Brasil

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