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O chefe de investigação da delegacia da Barra da Tijuca trocava mensagens com o policial militar reformado Ronnie Lessa

Por Redação em 30/01/2020 às 19:17:55

O chefe de investigação da delegacia da Barra da Tijuca trocava mensagens com o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Jorge Luiz Camillo Alves foi um dos presos nesta quinta-feira (30) durante uma operação do Ministério Público do Rio, contra milicianos que atuam na Zona Oeste da capital fluminense.

As mensagens entre os dois foram extraídas do celular do sargento reformado, que se referia ao agente como "Amigo da 16" - em referência a 16ª Delegacia Policial (Barra).

Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, apontados como autores do crime contra a parlamentar e o motorista, cumprem pena no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. Além de Jorge Luiz Camilo Alves, pelo menos mais 25 pessoas foram presas na segunda fase da operação Os Intocáveis.

A ação visa cumprir 45 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A Polícia Civil dá apoio. O MP do Piauí também ajuda na operação, uma vez que quatro denunciados estariam morando no estado. Na primeira fase, realizada em janeiro de 2019, 13 pessoas foram denunciadas por organização criminosa.

A partir da análise de documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos na ocasião, os investigadores identificaram a participação de outras pessoas em crimes praticados pela mesma organização criminosa.

O MP fluminense aponta que, pelo menos, desde junho de 2014, os denunciados, sob a chefia de Dalmir Pereira Barbosa, Paulo Eduardo da Silva Azevedo e Epaminondas Queiroz de Medeiros Júnior, conhecido como capitão Queiroz, praticavam grilagem, construção, venda e locação ilegal de imóveis, extorsão a moradores e comerciantes com a cobrança de taxas, ocultação de bens adquiridos com as atividades ilícitas por meio de laranjas, pagamento de propina a agentes públicos, agiotagem, utilização de ligações clandestinas de água e energia nos empreendimentos imobiliários ilegalmente construídos, entre outros.

Os promotores também afirmam que os suspeitos contam com a participação de agentes públicos ativos e inativos, em especial policiais civis e militares, que fornecem informações privilegiadas.


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