Jornalistas que investigavam morte de miliciano são detidos pela PM da Bahia

"Como é que vocês descobriram esse endereço?"

Por Redação em 14/02/2020 às 15:04:22

O repórter Hugo Marques e o repórter fotográfico Cristiano Mariz, ambos da revista Veja, foram detidos na manhã desta sexta-feira 14/II enquanto tentavam entrevistar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, peça-chave para esclarecer a morte do miliciano Adriano da Nóbrega. Eles foram cercados por duas viaturas da Polícia Militar da Bahia e, mesmo após se identificarem como jornalistas, foram abordados.

"Como é que vocês descobriram esse endereço?", indagou várias vezes um dos soldados, segundo a própria Veja. Depois da revista, a polícia apreendeu o gravador da equipe.

A Veja publica na edição desta semana fotos do corpo de Adriano que reforçam a tese de que ele foi executado - e não morto durante troca de tiros.

Os especialistas consultados pela revista afirmaram que as marcas vermelhas localizadas próximas à região do peito do miliciano indicam um disparo a curta distância. "É um disparo a uma distância na qual a pólvora ainda tem energia cinética suficiente para adentrar o corpo. Então, foi um disparo a curta distância. O que é a curta distância? Depende da arma e da munição. Seriam 40 centímetros, no máximo, imaginando um revólver ou uma pistola. Mais que isso, não", afirma o médico legista Malthus Fonseca Galvão, professor da Universidade de Brasília e ex-diretor do Instituto Médico Legal do Distrito Federal.

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