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Governo promete testar 22,9 milhões e prevê entrega além do limite da Fiocruz

Por Redação em 25/03/2020 às 14:37:15

"Mas como casos cresceram muito em todo o mundo, e surgiram evidências científicas de que testes em larga escala trouxeram resultados, o governo começou esforço para aumentar a capacidade dos laboratórios", diz. "Saímos de março, em que a expectativa era abaixo de cem mil testes, para entrar em abril, em que poderemos facilmente produzir até 500 mil durante o mês (no lugar de 2 milhões previstos pelo governo) e, quem sabe, com uma rede capaz de executar esses números."

Paralelamente, segundo ele, aFiocruzestá negociando com três fornecedores a compra de 5 milhões de testes sorológicos, que avaliam a presença de anticorpos ao vírus no corpo. Esse material ainda não chegou e precisará ser validado antes de ser colocado à disposição. "O teste molecular é mais sofisticado. O sorológico é mais rápido e de mais fácil execução, o que descentraliza o serviço, mas tem a desvantagem de fazer uma detecção mais tardia da doença."

Mas Krieger diz que ainda não é garantia de que todos os 5 milhões poderão entrar no sistema, pois dependem da validação. Isso é feito com a checagem de casos já identificados como positivos ou negativos. Ele afirma que unindo exames moleculares com os rápidos "é possível chegar aos números" anunciados pelo governo.

"Estamos falando de duas aplicações, dois custos e duas dificuldades diferentes de execução." Krieger estima ainda que, com esse volume, será possível baratear os testes rápidos, de cerca de R$ 80 para em torno de R$ 20; e os moleculares, com aumento da escala de produção, de R$ 200 para menos de R$ 100. Segundo o ministério, a testagem em massa custaria ao menos R$ 436,4 milhões.

Paralelamente, o governo negocia a compra de mais 10 milhões de exames completos e espera doação de 5 milhões de testes rápidos prometida pela mineradora Vale. A Petrobrás anunciou doação de 600 mil . O governo sinalizou buscar testes no mercado internacional, mas tem dificuldades. "A Índia acabou de fazer bloqueio por 21 dias de todo o seu território. A China está com dificuldade de fornecimento de insumos. Fornecedores de máquinas não conseguem suprir o mercado internacional", diz Oliveira

Economia

Segundo o Estado apurou, o presidente Jair Bolsonaro já pediu ampliação de testes. A leitura é que isso pode trazer vantagem para a economia. Ao realizar maior número de diagnósticos, pessoas com quadros leves poderiam retornar ao trabalho após 14 dias. Sem o exame, a pessoa poderia ficar semanas em isolamento para evitar contágio, pois não saberia que está infectada. As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

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