'Não venda meus dados': varejistas dos EUA correm para cumprir nova lei de privacidade

Empresas correm para cumprir uma das regulações mais importantes para supervisionar as práticas de coleta de dados das empresas norte-americanas. EUA terá legislação mais

Por Redação em 30/12/2019 às 17:12:43


Empresas correm para cumprir uma das regulações mais importantes para supervisionar as práticas de coleta de dados das empresas norte-americanas. EUA terá legislação mais rígida para a coleta de dados de usuários

Stanislav Skopal/Freeimages.com

Varejistas dos Estados Unidos, incluindo o Walmart, adicionarão a opção "Não venda meus dados" aos sites e lojas a partir de 1º de janeiro, permitindo que os consumidores da Califórnia saibam pela primeira vez quais são os dados pessoais coletados pelos varejistas, disseram fontes.

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Outras empresas, como a Home Depot, permitirão que os consumidores não apenas na Califórnia, mas em todos os EUA, acessem estas informações online. Nas lojas da Califórnia, a Home Depot adicionará sinalização, oferecerá códigos QR para que clientes possam procurar informações usando seus dispositivos móveis e treinará funcionários da loja para responderem a perguntas.

Os grandes varejistas dos EUA estão correndo para cumprir uma nova lei, a California Consumer Privacy Act (CCPA), que entra em vigor no início de 2020 e é uma das regulações mais importantes a supervisionar as práticas de coleta de dados das empresas norte-americanas. Também possibilita que consumidores optem por não permitir que varejistas e outras empresas vendam seus dados pessoais a terceiros.

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Além dos varejistas, a lei afeta uma ampla gama de empresas, incluindo plataformas de mídia social como Facebook e Google, anunciantes, desenvolvedores de aplicativos, provedores de serviços móveis e serviços de TV por streaming, e provavelmente irá mudar a forma como empresas se beneficiam do uso de informações pessoais.

A lei segue o controverso Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa, que estabelece um novo padrão de como as empresas coletam, armazenam e usam dados pessoais. A lei europeia deu às empresas anos para se preparar, enquanto a CCPA deu a elas apenas alguns meses.

A Amazon está adotando uma abordagem diferente. "Não planejamos colocar um botão 'Não vender meus dados' em nosso site, porque a Amazon não está no negócio de vender dados pessoais de clientes e nunca esteve", disse uma porta-voz da empresa em comunicado.

A Amazon lançará um aviso de privacidade revisado e vai acompanhar a aprovação final da nova regra para "entender que sinalização pode ser necessária para informar os clientes como encontrar o aviso de privacidade" em suas lojas, acrescentou a porta-voz.

Uma avaliação de impacto econômico preparada pela promotoria da Califórnia por uma empresa independente de pesquisa afirma que as novas regras vão custar às empresas norte-americanas entre US$ 467 milhões e US$ 16,5 bilhões entre 2020 e 2030. Estimativas da indústria apontam para custos iniciais de mais de US$ 50 bilhões.

Facebook multado no Brasil

Nesta segunda-feira (30), o Facebook foi multado no Brasil em R$ 6,6 milhões em processo que investiga compartilhamento indevido de dados de usuários.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia em abril de 2018, informando que usuários do Facebook no país poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica.

A empresa afirma que "não há evidência de que que dados de usuários no Brasil tenham sido transferidos para a Cambridge Analytica" e que avalia todas a opções legais sobre o caso.

"Estamos focados em proteger a privacidade das pessoas. Temos feito mudanças na nossa plataforma, restringindo as informações que desenvolvedores de aplicativos podem acessar", diz o Facebook.

Fonte: G1

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