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USP cria exoesqueleto robótico para reabilitar vítimas de AVC

Pesquisadores da Escola de Engenharia de S√£o Carlos da Universidade de S√£o Paulo (EESC) da Universidade de S√£o Paulo (USP) desenvolveram um exoesqueleto robótico capaz

Por Redação em 11/11/2020 às 15:28:43

Pesquisadores da Escola de Engenharia de S√£o Carlos da Universidade de S√£o Paulo (EESC) da Universidade de S√£o Paulo (USP) desenvolveram um exoesqueleto robótico capaz de auxiliar profissionais da √°rea da saúde no tratamento de vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Popularmente conhecido como derrame, o AVC afeta milhares de pessoas no Brasil e pode deixar sequelas graves, como a limita√ß√£o ou perda dos movimentos das pernas, impossibilitando o indivíduo de caminhar.

As pesquisas foram financiadas pela Funda√ß√£o de Amparo à Pesquisa do Estado de S√£o Paulo, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Coordena√ß√£o de Aperfei√ßoamento de Pessoal de Nível Superior.

Segundo o coordenador do trabalho e professor do Departamento de Engenharia Mec√Ęnica da EESC, Adriano Almeida Gon√ßalves Siqueira, como a reabilita√ß√£o é fundamental para a recupera√ß√£o do indivíduo depois do AVC, o equipamento consegue identificar com precis√£o em qual parte do membro inferior ele apresenta mais dificuldades, atuando de forma autom√°tica na regi√£o afetada para ajud√°-lo a completar o movimento com base na for√ßa feita pelo paciente durante o exercício.

O aparelho pesa aproximadamente 11 kg e é composto por um cinto pélvico para fixa√ß√£o ao tronco do paciente, juntas posicionadas nas principais articula√ß√Ķes das pernas, sensores de for√ßa que monitoram a intera√ß√£o entre o robô e o paciente, pequenos motores para impulsionar os movimentos do equipamento, cintas de velcro e um par de sapatos personalizados preso ao aparelho.

“Um dos diferenciais do nosso exoesqueleto em rela√ß√£o aos disponíveis no mercado é que ele pode ser configurado para tratar v√°rias articula√ß√Ķes da perna do paciente ao mesmo tempo, como o tornozelo, joelho e quadril. Com essa possibilidade, nós conseguimos proporcionar ao usu√°rio uma recupera√ß√£o muito mais r√°pida e eficiente”, disse Siqueira.

De acordo com o doutorando do Programa de Pós-Gradua√ß√£o em Engenharia Elétrica da EESC, Felix Maurício Escalante Ortega, o equipamento pode ser controlado por algoritmos desenvolvidos para mensurar a for√ßa realizada pelas pernas do usu√°rio e definir como o exoesqueleto deve agir nas regi√Ķes enfraquecidas, auxiliando o paciente a completar uma tarefa específica, como caminhar, subir e descer escadas, sentar e levantar.

“Uma das possíveis sequelas de quem sofre AVC é ficar com o pé caído, situa√ß√£o em que a pessoa o arrasta no ch√£o quando tenta andar. Com os nossos algoritmos atuando em conjunto com o exoesqueleto, nós conseguimos identificar a gravidade dessa deficiência e ajudar o indivíduo a melhorar sua passada por meio de estímulos que s√£o gerados pelas juntas do equipamento”, afirmou Ortega, que também é o criador dos códigos.

Durante os testes feitos com uma pessoa saud√°vel em cima de uma esteira elétrica, os resultados indicaram estabilidade e seguran√ßa do contato entre o ser humano e o robô, além de alto desempenho na transmiss√£o dos dados referentes à for√ßa exercida pelo usu√°rio. O aparelho também ajustou o nível de assistência necess√°ria.

Fonte: Agência Brasil

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