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Paran√° amplia força-tarefa dos bombeiros no RS e prazo da campanha de arrecadação

Um grupo de 37 bombeiros militares foi deslocado de v√°rias partes do Estado para substituir a equipe que j√° vinha trabalhando nas regiões afetadas por enchentes desde a madrugada de 2 de maio.

Por Mauricio Santos em 08/05/2024 às 15:37:08
Paraná amplia força-tarefa dos bombeiros no RS e prazo da campanha de arrecadação Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

Paraná amplia força-tarefa dos bombeiros no RS e prazo da campanha de arrecadação Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

A força-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar do Paran√° (CBMPR) que atua na pior tragédia natural da história do Rio Grande do Sul est√° sendo renovada e ampliada nesta quarta-feira (8). Um grupo de 37 bombeiros militares foi deslocado de v√°rias partes do estado para substituir a equipe que j√° vinha trabalhando nas regiões afetadas por enchentes desde a madrugada de 2 de maio. Assim como o primeiro grupo de profissionais, este também é formado por pessoal com treinamento em grandes desastres. A previsão é que permaneça no território gaúcho até o próximo dia 16, sob a liderança do capitão Maurício Batista Dubas.

Outra medida de apoio ao Rio Grande do Sul atualizada pelo Governo do Paran√° foi a prorrogação até o dia 22 de maio da campanha SOS RS, organizada pela primeira-dama Luciana Saito Massa e a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil. Alimentos não perecíveis (inclusive ração animal), além de √°gua pot√°vel, materiais de higiene e limpeza, colchões, colchonetes, cobertores, roupas, calçados e utensílios domésticos podem ser entregues em qualquer unidade do CBMPR, das 8h às 20h. Unidades do Instituto √Āgua e Terra (IAT) também estão recebendo doações.

Comandante-geral do CBMPR, o coronel Manoel Vasco de Figueiredo, que esteve presente na saída da equipe de Curitiba nesta quarta-feira (8), da sede do GOST (Grupo de Operações de Socorro T√°tico), destacou o trabalho da Corporação no Rio Grande do Sul e ressaltou a solidariedade da população paranaense.

"J√° passamos de 500 toneladas de arrecadação, é uma das maiores que aconteceu dentro do Estado. O Corpo de Bombeiros est√° com mais de 2 mil volunt√°rios cadastrados em todo o Paran√° para ajudar com as doações nos quartéis. Tenho de agradecer a todos esses volunt√°rios que trabalharam ontem (7) até as 23 horas de forma exaustiva, mas também vibrante e muito carinhosa", declarou.

Ele também destacou a importância desse rodízio entre os integrantes da força-tarefa. "Os nossos bombeiros trabalharam durante esses oito dias de forma incans√°vel, dormiram muito pouco trabalhando cerca de 20 horas por dia. Isso faz com que esse rodízio seja importante para que tenhamos uma tropa com energia renovada, pronta para o melhor atendimento", disse.

O raciocínio foi reforçado pelo capitão Maurício Batista Dubas, que destacou ainda que a troca dos componentes da força-tarefa é reflexo natural do principal desafio nesse tipo de ocorr√™ncia. "A principal dificuldade é a situação como um todo. E, mesmo a gente estando preparado, ver as pessoas sofrerem afeta o psicológico do militar", comentou.

Assim como o comandante-geral, ele também ressaltou o aspecto físico, em que o desgaste causado pelo esforço braçal nos trabalhos de campo é acentuado pela falta de descanso qualificado. "A mente e o corpo trabalham e são levados ao extremo. E voc√™ est√° operando equipamentos, dirigindo viaturas, então isso exige bastante", disse. "Mesmo com todo preparo, a estafa mental e física chega em dado momento. A troca é para não comprometer a operação, não colocar em risco as pessoas que estão sendo ajudadas e os próprios bombeiros".

RESGATES – Durante os seis primeiros dias de atividade nas cidades gaúchas, o Corpo de Bombeiros Militar do Paran√° foi respons√°vel pelo resgate de 930 pessoas, além de centenas de animais.

O novo contingente paranaense deve seguir trabalhando no resgate de vítimas da enchente e no transporte de remédios, profissionais e materiais. "O primeiro momento, nesse tipo de desastre, é de salvamento. Das pessoas que precisam de ajuda imediata, em que o risco à vida é iminente. Ainda temos essa situação por l√°. Nesse sentido, vamos atuar com o salvamento ainda, seja com embarcações ou com a aeronave", afirmou Dubas.

Aos poucos, outras atividades podem ser desempenhadas pelas equipes de segurança, como a busca pelos desaparecidos. "Independentemente do tipo de atividade, vamos dar continuidade, ajudando as pessoas que estão necessitadas, minimizando o seu sofrimento da forma mais eficiente e mais profissional possível", disse o líder da nova força-tarefa.

A equipe se desloca em caminhonetes com tração nas quatro rodas, capazes de encarar terrenos adversos e acidentados. Na bagagem, as dez viaturas levam mais quatro embarcações – outras nove j√° estão sendo utilizadas por l√° –, motores para essas embarcações, além de material para manutenção e equipamentos de proteção individual, inclusive aqueles voltados a situações de √°gua r√°pida, como inundações.

A projeção do comandante da missão é de encontrar um cen√°rio delicado, com o nível dos rios ainda exigindo atenção e com muita gente em situação de risco. A previsão do tempo, inclusive, aponta mais chuva, ventos fortes e até granizo. Mas o capitão Dubas entende que em quase uma semana de operação de socorro, os diversos atores envolvidos nesse mutirão de ajuda j√° desenvolveram um modo de atuação mais propício a cada localidade. Essa experi√™ncia adquirida facilita o processo de apoio às vítimas.

"Cria-se uma expertise. Você chega no local, entende o que está acontecendo e o que precisa ser feito. O apoio, a resposta que se necessita, acaba acontecendo num tempo menor e com uma qualidade maior para todos os envolvidos", acrescentou o bombeiro paranaense.

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