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Pol√≠cia Civil faz opera√ß√£o contra fraudes na Sa√ļde em Arraial do Cabo

A Secretaria de Polícia Civil, por meio da 132¬™ DP (Arraial do Cabo), realiza nesta segunda-feira (9) em Arraial do Cabo a opera√ß√£o No Fio do Bigode, uma [...]

Por Redação em 09/11/2020 às 15:25:51

A Secretaria de Polícia Civil, por meio da 132¬™ DP (Arraial do Cabo), realiza nesta segunda-feira (9) em Arraial do Cabo a opera√ß√£o No Fio do Bigode, uma referência à celebra√ß√£o de contrato de boca, que apura fraudes em licita√ß√£o, irregularidades na contrata√ß√£o, por parte da prefeitura de Arraial do Cabo, de dois laboratórios de an√°lises clínicas, cobran√ßa por exames que nunca foram feitos e falta de assistência à popula√ß√£o.

Ao todos est√£o sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreens√£o expedidos pela Justi√ßa em cinco cidades: a capital Rio de Janeiro, Arraial do Cabo, Búzios, Saquarema e S√£o José de Ub√°.

De acordo com as investiga√ß√Ķes, no esquema montado os contratos eram feitos por meio de acordos verbais, sem qualquer tipo de papel ou comprovante. Segundo a polícia, as empresas investigadas, que pertencem aos mesmos donos, receberam da Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos quatro anos, mais de R$ 6 milh√Ķes. Somente uma delas recebeu durante um ano e meio cerca de R$ 2,5 milh√Ķes.

Policiais civis est√£o no Hospital Geral de Arraial do Cabo, Hospital de Búzios e em endere√ßos de empresas e de residências dos investigados, entre eles, uma fazenda. Entre os alvos est√° um ex-secret√°rio de Saúde de Arraial do Cabo. Ele deixou o cargo h√° cinco meses.

Segundo as investiga√ß√Ķes, o laboratório Mega Lagos foi contratado em car√°ter emergencial, em janeiro de 2017, por seis meses, para realizar exames no Hospital Geral de Arraial do Cabo e em todos os postos de saúde da cidade.

“No entanto, durante esse período, a empresa n√£o prestou atendimento nos postos e realizou apenas alguns exames emergenciais nos pacientes internados no hospital. Apesar disso, cobrou e recebeu da Secretaria Municipal de Saúde por milhares de exames que sequer estavam disponíveis. Após o término do prazo emergencial, em junho de 2017, a Mega Lagos continuou atuando em Arraial do Cabo e recebendo pagamentos, até dezembro de 2018, sem ter nenhum contrato firmado com a administra√ß√£o municipal”, diz a polícia.

As investiga√ß√Ķes também apontaram que, na pr√°tica, Mega Lagos e Masther Lab s√£o a mesma empresa, tendo, inclusive, os mesmos funcion√°rios e endere√ßos comerciais.

Secretaria de Saúde

Sobre a opera√ß√£o da polícia, a Secretaria de Saúde de Arraial do Cabo disse que a a√ß√£o faz parte de uma investiga√ß√£o de 2017 que apura possível envolvimento de ex-funcion√°rios da pasta. “Desde o início da investiga√ß√£o, a Secretaria de Saúde tem colaborado com a Polícia Civil e com o Ministério Público prestando todas as informa√ß√Ķes solicitadas bem como apresentando todos os documentos”, diz a nota.

Na a√ß√£o de hoje, a Procuradoria da pasta acompanhou a diligência no Hospital Geral, que buscava apreender documentos e contratos das empresas investigadas. “Cabe esclarecer também que n√£o houve condu√ß√£o de funcion√°rios à delegacia e que a secretaria est√° à disposi√ß√£o das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necess√°rios”.

Fonte: Agência Brasil

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